Algumas pessoas têm um estilo de vida que consiste em fumar e beber álcool, pelo que estes hábitos podem também contribuir para o desenvolvimento da demência? As pessoas têm opiniões diferentes. Não existe uma conclusão única sobre a relação entre o tabagismo, o consumo de álcool e o aparecimento de demência. Alguns estudos concluíram anteriormente que fumar reduz o aparecimento de demência por razões que não são bem compreendidas. Alguns acreditam que a nicotina contida nos cigarros tem um efeito protetor no sistema nervoso do cérebro, enquanto outros acreditam que fumar provoca doenças noutros sistemas do corpo e, por conseguinte, leva a uma perda precoce da esperança de vida, o que reduz as hipóteses de as pessoas desenvolverem demência. Estudos posteriores concluíram que fumar aumenta a prevalência da demência. A opinião dominante é que não há provas de que o tabagismo tenha um efeito protetor contra a demência. A relação entre o consumo de álcool e a demência também não é generalizável. Os estudos demonstraram que pequenas quantidades moderadas, especialmente de vinho, reduzem a incidência de demência devido ao efeito estimulante do sangue, ao passo que o consumo excessivo de álcool aumenta os danos nas células cerebrais, o que pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de demência. Além disso, a própria overdose de álcool pode levar ao desenvolvimento de demência alcoólica. Outro hábito que muitas pessoas têm é o de beber chá. Como todos sabemos, o chá contém teofilina e polifenóis, ambos capazes de dilatar os vasos sanguíneos cerebrais e reduzir a agregação plaquetária, além de terem efeitos antioxidantes, que podem reduzir a ocorrência de eventos vasculares e retardar o envelhecimento das células cerebrais, reduzindo assim a ocorrência de demência. Em conclusão, beber chá é um estilo de vida benéfico para o desenvolvimento da demência.