Três mitos sobre demência

  O autor encontra frequentemente doentes na clínica cujas famílias têm dificuldade em compreender e aceitar os factos quando lhes é diagnosticada a doença de Alzheimer, acreditando muitas vezes que o doente está apenas confuso.  Um dos equívocos: “velhice” é normal Embora o envelhecimento seja um factor de risco importante para a demência, esta não é uma consequência inevitável do processo de envelhecimento. Cerca de 20% das pessoas com mais de 80 anos sofrem de demência, o que significa que 80% das pessoas idosas não sofrem da doença, o que significa que ser “velho e confuso” não é normal e é muito provavelmente a doença de Alzheimer.  Mito #2: A perda de memória deve-se à idade. Em qualquer idade, a má memória não é normal e a causa deve ser encontrada. O stress, tensão e falta de sono podem causar perda de memória. Embora possa haver uma ligeira diminuição na memória e no tempo de reacção à medida que envelhece, isto não afecta normalmente a sua vida quotidiana.  Mito #3: Não há nada que os médicos possam fazer em relação à demência Para a demência leve a moderada, a medicação pode ajudar. Os especialistas acreditam que a chave para prevenir e tratar a demência é o diagnóstico precoce, e que uma intervenção farmacológica precoce pode impedir que a doença progrida ainda mais e tornar a vida mais confortável para o doente.