1. que testes de diagnóstico estão disponíveis para o feocromocitoma? A medição laboratorial de catecolaminas sem plasma e urina (CA) (incluindo epinefrina, norepinefrina e dopamina) e os seus metabolitos como a VMA são tradicionalmente importantes no diagnóstico do feocromocitoma. A libertação de CA de tumores no sangue é “intermitente” e a detecção directa de CA é propensa a falsos negativos. No entanto, o metabolismo das CA nas células tumorais é contínuo, sendo o seu produto intermédio metanefrinas (MNs) continuamente libertado para o sangue sob a forma de “fuga”. Os MNs incluem metoxipenalina (MN) e metoxinorepinefrina (NMN), que entram na circulação em forma livre, principalmente a partir de feocromocitoma/células tumorais cromófobas, e são modificados por enzimas associadas ao aparelho digestivo, baço e pâncreas para MNs ligadas ao sulfato, e podem ser sintetizadas no próprio aparelho digestivo. A urina CA 24 horas é ainda o principal teste bioquímico para o diagnóstico qualitativo, mas em casos de resultados negativos e elevada suspeita clínica é recomendado repetir o teste várias vezes e/ou manter a urina durante episódios de hipertensão; um resultado negativo não exclui o diagnóstico. Os MNs sem plasma, incluindo MN e NMN, são adequados para rastreio e monitorização em grupos de alto risco. Um resultado negativo exclui quase eficazmente o feocromocitoma/pheocromocitoma, com uma taxa falsa negativa de apenas 1,4%, e pequenos tumores assintomáticos ou que segregam apenas dopamina. Foi realizado apenas em algumas unidades na China e recomenda-se a sua expansão. Além disso, MNs fraccionados de urina 24h, MNs totais de urina 24h (MN+NMN), VMA de urina 24h e CA de plasma também podem ser utilizados para o diagnóstico de feocromocitoma. 2) Como é feito o diagnóstico local do feocromocitoma? Principalmente a TC e a RM, ambas com sensibilidade e especificidade diagnóstica semelhantes, e não há provas que sugiram que uma seja melhor do que a outra. A sensibilidade para o feocromocitoma é melhor do que para o feocromocitoma, metástases e lesões recorrentes, mas a especificidade para excluir o feocromocitoma é de apenas cerca de 50%. A varredura inicial recomendada para TC/MRI é abdómen + pélvis para detectar múltiplas lesões adrenais e/ou extra-adrenais, e se negativa, varrer o tórax, cabeça e pescoço. O CT scan + melhoramento é preferível e tem a vantagem de ser acessível, sensível e curto. Podem ser detectados feocromocitomas de 0,5 cm nas glândulas supra-renais e mais de 1,0 cm fora das glândulas supra-renais. Caracteriza-se por uma densidade irregular e um aumento significativo no interior do tumor e reflecte as características morfológicas do tumor e a sua relação anatómica com o tecido circundante. A sensibilidade da RM é semelhante à da TC, com a vantagem de não haver radiação ionizante e sem risco de alergia de contraste. O feocromocitoma é frequentemente rico em fornecimento de sangue e caracteriza-se por baixo sinal em T1WI e alto sinal em T2WI, sem atenuação do sinal na sequência inversa.