Qual é o momento do tratamento cirúrgico da luxação patelar recorrente e habitual

Luxação patelar recorrente: Se a patela for deslocada mais de duas vezes, afectando a vida normal e o desporto, é recomendada a cirurgia. A cirurgia não só estabiliza a patela e reduz a recorrência da luxação patelar, mas também reduz os danos na cartilagem patelar causados pela luxação e evita a ocorrência de osteoartrose da articulação patelofemoral. Se a luxação patelar se repetir em intervalos mais longos, ou mesmo uma ou duas vezes em poucos anos, e a vida quotidiana não for afectada, também se pode considerar um tratamento conservador, com exercícios de fortalecimento do músculo quadríceps e evitando movimentos que possam causar luxação patelar. As abordagens cirúrgicas comuns incluem reconstrução do ligamento patelofemoral medial, aperto da banda de suporte medial, deslocamento da tuberosidade tibial e libertação da banda de suporte lateral. A escolha do procedimento cirúrgico adequado baseia-se na idade do paciente, mobilidade e avaliação por imagem.  Luxação habitual da patela: Em alguns pacientes, a patela fica deslocada lateralmente sempre que o joelho é flexionado até um certo grau, conhecida como luxação habitual. Em casos graves, a patela é deslocada independentemente de o joelho estar endireitado ou flexionado, o que se chama luxação persistente. O paciente tem atrofia significativa do músculo quadríceps, fraqueza nos membros inferiores, fraqueza nas pernas, e até dificuldade em andar. A contractura da cabeça lateral do quadríceps e do feixe iliotibial, e o encurtamento do aparelho de extensão do joelho tornam o tratamento muito difícil, se não inoperacional. Por conseguinte, é importante operar o mais cedo possível uma vez detectado um deslocamento habitual, e a cirurgia precoce é a única forma de restaurar a vida normal e a capacidade atlética do paciente.