Perguntas e respostas sobre a síndrome da fibromialgia

1.O que é a síndrome da fibromialgia? A síndrome de fibromialgia é um grupo de síndromes clínicas de etiologia desconhecida caracterizada por dor generalizada e desconforto físico significativo, muitas vezes acompanhada de fadiga, distúrbios do sono, rigidez matinal e sintomas psiquiátricos, como depressão e ansiedade. 2) O que é a dor crónica generalizada? A dor dura pelo menos 3 meses, está distribuída por ambos os lados do corpo e envolve pelo menos acima e abaixo do pulso. 3 – Ter dor crónica generalizada significa que tenho síndrome de fibromialgia? Não. A dor crónica generalizada é um grupo de sintomas relativamente comum, mas nem todos os doentes com dor crónica generalizada têm síndrome de fibromialgia. Outras doenças, como as doenças reumáticas inflamatórias e as metástases ósseas difusas, podem também apresentar-se como dor crónica generalizada. 4) Quais são as manifestações clínicas da síndrome da fibromialgia? A dor crónica generalizada, com sensibilidade cutânea, é mais comum nos músculos do pescoço, tórax, região lombar, cintura escapular e cintura pélvica, e é frequentemente acompanhada por distúrbios do sono, fadiga, dor de cabeça, tonturas, dor torácica, diarreia, dor abdominal, anomalias sensoriais, artralgia, dispneia, disfunção cognitiva, depressão ou ansiedade. 5.Quais são as principais manifestações da síndrome da fibromialgia? Dor crónica generalizada, dores nas costas, fadiga, dores em múltiplas articulações, perturbações do sono, rigidez matinal, enjoos matinais, dificuldade de concentração e esquecimento. 6) A síndrome da fibromialgia é uma doença distinta? Esta questão foi controversa durante muito tempo, sendo atualmente considerada como um grupo de síndromes clínicas que incluem dor generalizada, desconforto físico evidente, frequentemente acompanhado de perturbações do sono e fadiga. 7) A síndrome da fibromialgia pode coexistir com outras doenças? Sim. A síndrome da fibromialgia pode ser dividida em duas categorias: primária e secundária. A primeira é idiopática e não está associada a nenhuma doença orgânica; a segunda é secundária a várias doenças reumáticas, como a osteoartrite, a artrite reumatoide, o lúpus eritematoso sistémico, etc., e pode também ser secundária a doenças não reumáticas, como o hipotiroidismo e os tumores malignos. 8 – O diagnóstico da síndrome fibromiálgica é um diagnóstico exclusivo? Não, não é. A síndrome de fibromialgia pode coexistir com outras doenças como a artrite inflamatória e a osteoartrite. 9 – As pessoas com síndroma de fibromialgia apresentam sempre sinais de depressão? Não. Nem todos os doentes com síndrome de fibromialgia estão deprimidos. Nem todas as pessoas com a doença estão deprimidas e, da mesma forma, nem todas as pessoas com depressão têm dor generalizada. A síndrome da fibromialgia e a depressão podem partilhar algumas características comuns, incluindo a dor e a fadiga, mas não estão na mesma categoria. 10) Quantas pessoas sofrem da síndrome da fibromialgia? De acordo com o inquérito epidemiológico efectuado no estrangeiro, a taxa de incidência dos adultos é de cerca de 0,7%~3,3%, entre os quais a taxa de incidência das mulheres é de cerca de 1,0%~4,9% e a taxa de incidência dos homens é de cerca de 0,0%~1,6%. Não existem estatísticas epidemiológicas exactas na China. 11) Quem é mais suscetível de desenvolver a síndrome da fibromialgia? A síndrome de fibromialgia é mais comum em pessoas de 20-70 anos de idade, preferida pelas mulheres, a taxa de incidência de mulheres para homens é de 2-21:1, a taxa de prevalência aumenta com a idade, e a maior taxa de incidência é encontrada em pessoas com mais de 60 anos de idade. 12) A síndrome da fibromialgia está relacionada com o clima? Não existe investigação substancial que sugira que o clima tem um efeito na dor e fadiga diárias das pessoas com síndrome de fibromialgia. 13) Existe um risco de morte associado à síndrome da fibromialgia? Um estudo realizado nos Estados Unidos observou que a taxa de mortalidade dos doentes com síndrome de fibromialgia não era superior à dos doentes com osteoartrite, mas a taxa de suicídio destes doentes era superior à da população em geral. Um estudo dinamarquês chegou a uma conclusão semelhante, e os doentes do sexo feminino tinham um risco acrescido de suicídio. 14) A síndrome da fibromialgia é hereditária? Os factores genéticos desempenham um papel importante no desenvolvimento da doença. Um estudo sobre a genealogia familiar de doentes com fibromialgia revelou que os irmãos de doentes com fibromialgia tinham 13,6 vezes mais probabilidades de ter fibromialgia do que a população normal. 15) Quais são as causas e a patogénese da síndrome da fibromialgia? A etiologia e a patogénese exactas da síndrome da fibromialgia são desconhecidas. As causas estão relacionadas com a suscetibilidade genética, trauma, stress, infeção, alergia, distúrbios do sono, excesso de trabalho, desnutrição, etc. A patogénese está relacionada com anomalias do sistema nervoso central, do sistema neuroendócrino e do sistema imunitário. 16 . Quais são as anormalidades no exame físico da síndrome da fibromialgia? Pontos de pressão simétricos geralmente existem amplamente no corpo do paciente, localizados principalmente na cabeça, parte inferior das costas, abdômen, quadris e coxas, especialmente nos músculos de ambos os lados do eixo central do pescoço, costas e região lombar, e a resposta do paciente é mais sensível nos pontos de pressão. O exame físico correspondente às comorbilidades é positivo. Para além disso, não existem outros sinais objectivos. 17) Que exames laboratoriais podem ajudar a diagnosticar a síndrome da fibromialgia? Não existe um exame de sangue ou de imagem específico para diagnosticar a síndrome de fibromialgia, e os níveis de sedimentação sanguínea e de proteína C-reactiva não estão habitualmente elevados neste grupo de doentes. No entanto, como a doença pode estar presente em combinação com outras doenças, são necessários exames laboratoriais básicos para estabelecer o diagnóstico de fibromialgia num doente, bem como exames necessários para fazer um diagnóstico diferencial. As análises laboratoriais básicas incluem hemograma completo, bioquímica, sedimentação do sangue, proteína C-reactiva, enzimas musculares, cálcio, hormona estimulante da tiroide e níveis de vitamina D. 18) Como é diagnosticada a síndrome da fibromialgia? (1) Dor generalizada com duração superior a 3 meses, incluindo dor nos lados esquerdo e direito do corpo, na região lombar superior e inferior e no eixo médio (vértebras cervicais ou torácicas anteriores ou lombares) em simultâneo. (2) Pontos de pressão: pressão com o polegar, pressão de 4 kg/cm^2, dor em pelo menos 11 dos 18 pontos de pressão. (i) Bilateral suboccipital muscle attachment in the posterior occipital region; (ii) Midpoint of the upper edge of bilateral trapezius muscles; (iii) Bilateral lower neck: anterior to the transverse processes of the C5-7 cervical vertebrae; (iv) Bilateral supraspinatus muscle at the beginning of the supraspinatus muscle and the suprascapular near the midline; (v) Bilateral cartilage junction of the 2nd ribs and 2nd ribs, which is located on the lateral upper edge of the junctions; (vi) Bilateral lateral aspect of lateral epicondyle of humerus and the lateral epicondyle of humerus, distal to the lateral epicondyle of humerus at the distance of 2 cm; (vii) bilateral gluteus maximus muscles: the anterior crease of gluteus maximus muscle at the outer and upper limits of gluteus; and (viii) bilateral gluteus muscles: the outer and upper limits of gluteal muscle. (7) Músculos glúteos bilaterais: prega glútea anterior no limite superior da região glútea; (8) Trocânteres maiores bilaterais: posteriores à crista trocantérica; (9) Joelhos bilaterais: proximais à linha de prega articular do coxim adiposo médio. A síndrome de fibromialgia é diagnosticada quando ambas as condições são cumpridas e são excluídas outras doenças reumáticas. A revisão de 2010 do ACR já não exige um local designado de sensibilidade, mas divide o corpo em 19 regiões, com dor em pelo menos 7 regiões, e soma o número de dores em diferentes regiões para formar um índice de dor generalizado, enquanto outras comorbilidades são incluídas para formar uma pontuação de gravidade dos sintomas (incluindo fadiga, perturbações do sono e défices cognitivos, etc.), que é uma combinação das duas pontuações. 19) Existe um método para determinar a gravidade da síndrome da fibromialgia? Não existe um método para determinar a gravidade da doença. As directrizes alemãs sugerem que não existe uma diferença funcional ou sintomática específica entre os doentes com doença ligeira e grave. No entanto, existem diferenças na apresentação clínica e na gravidade da doença, e quanto maior for a dor física e o desconforto subjetivo, mais medicamentos e comorbilidades de saúde física e mental são necessários. A diferença entre manifestações clínicas ligeiras e graves inclui o número de sintomas físicos, a duração e o grau dos sintomas físicos, se estão combinados com sintomas psicológicos, se afectam o trabalho diário, se estão sob grande pressão psicológica, se cooperam com o tratamento e se compreendem a sua própria doença (os casos graves suspeitam frequentemente que têm uma doença grave). 20) Que doenças devem ser distinguidas da síndrome da fibromialgia? Deve ser distinguida de outras doenças que causam dor crónica generalizada; doenças médicas: doenças reumáticas inflamatórias crónicas, hepatite viral crónica B, doença inflamatória intestinal, osteoporose, hiper/hipoparatiroidismo, deficiência de vitamina D, etc. Doenças neurológicas: miopatia metabólica, miopatia degenerativa, miopatia endócrino-metabólica, mialgia tóxica, miastenia gravis, mialgia causada por doenças centrais e periféricas, doenças raras que causam mialgia e mialgia causada por doenças centrais e periféricas. Doenças neurológicas: miopatia metabólica, miopatia degenerativa, miopatia metabólica endócrina, mialgia tóxica, miotonia, mialgia causada por doenças do sistema central e periférico, doenças raras que causam mialgia, etc. 21) O que é a síndrome da fadiga crónica? A síndrome de fadiga crónica é caracterizada principalmente por fadiga intolerável que dura mais de 6 meses, acompanhada de dor de cabeça, dor de garganta, dor nos gânglios linfáticos, artralgia, dores musculares, perda de memória e incapacidade de recuperar energia após o sono, que pode estar relacionada com infecções virais. 22.O que é a polimialgia reumática? A polimialgia reumática é comum nos idosos e é uma síndrome clínica caracterizada por dor nos músculos proximais dos membros e do tronco. Caracteriza-se por dor e rigidez nos músculos do pescoço, da omoplata, do braço, das nádegas e do fémur, na maioria das vezes simétricas. Responde bem a pequenas doses de hormonas 23. A síndrome da fibromialgia pode ser curada? Não, mas os tratamentos não farmacológicos e farmacológicos podem aliviar os sintomas e reduzir o impacto da doença na vida. 24 Quais são os tratamentos não farmacológicos para a síndrome da fibromialgia? Os tratamentos não farmacológicos podem ser físicos ou psicológicos. Os tratamentos físicos incluem exercício aeróbico regular (20 minutos/dia, 2-3 vezes/semana) e terapia de banho, enquanto a massagem, a eletroterapia, a terapia de ultra-sons e a acupunctura podem também ser eficazes no tratamento da doença. Tratamentos psicológicos: a educação pode aliviar a tensão e a ansiedade devido ao desconhecimento da doença, enquanto a terapia cognitiva comportamental pode melhorar a perceção da dor nos doentes. 25) Quais são os medicamentos para a síndrome da fibromialgia? Os medicamentos para a fibromialgia incluem analgésicos, opiáceos, antidepressivos e antiespasmódicos. (1) Analgésicos: Existe evidência clínica limitada para a utilização de paracetamol ou AINEs em doentes com fibromialgia. (2) Opiáceos: o único opiáceo que atualmente se mostra eficaz no tratamento da fibromialgia é o tramadol (ou tramadol em combinação com paracetamol). (3) Antidepressivos; por exemplo, amitriptilina, duloxetina. Os antidepressivos são muito eficazes no tratamento da fibromialgia e estão presentes em maior grau no tratamento da dor, da fadiga e das perturbações do sono. (4) Antiespasmódicos: pregabalina, gabapentina podem ser eficazes no tratamento da síndrome da fibromialgia e melhorar a dor, os distúrbios do sono e a ansiedade. 26 . Quais são os efeitos colaterais dos analgésicos aplicados à síndrome da fibromialgia? Os efeitos colaterais mais comuns são reações gastrointestinais e riscos cardiovasculares, os inibidores seletivos da COX-2 (por exemplo, celecoxib) podem reduzir os efeitos colaterais gastrointestinais, mas seus efeitos sobre a função cardiovascular, renal e cerebrovascular ainda não são claros. 27) Quais são os efeitos secundários dos opiáceos na síndrome da fibromialgia? Obstipação, náuseas, dispepsia, cefaleias, euforia, confusão, sonolência, letargia, retenção urinária, dependência. 28) Qual é o prognóstico da síndrome da fibromialgia? A síndrome da fibromialgia é uma doença difícil de curar e não existe um tratamento específico. No entanto, a doença não causa disfunção dos membros ou condições de risco de vida, e o prognóstico é bom. Em geral, quanto mais jovem for o doente, melhor é o prognóstico, e as crianças têm um melhor prognóstico e um tempo de recuperação mais precoce do que os adultos. 29) Como é que os doentes com síndrome de fibromialgia devem participar no tratamento? Em primeiro lugar, os doentes devem aliviar as suas preocupações quanto ao facto de a doença não ser fatal e aceitar a realidade, caso contrário os sintomas agravar-se-ão facilmente. O ajustamento auto-psicológico, o relaxamento do humor e a prática de desporto durante a semana podem melhorar o mau estado psicológico e os sintomas; devem cultivar interesses multifacetados e comunicar com os outros, especialmente com os médicos, para trocar informações sobre as suas condições. 30) Como é que os familiares dos doentes devem ajudar os doentes com síndrome de fibromialgia? A preocupação dos familiares pode ajudar o doente a criar confiança e determinação para ultrapassar a doença, ajudar o doente a participar ativamente em actividades sociais, descobrir a tempo as alterações do seu estado de espírito e exortar o doente a procurar tratamento médico quando não se sente bem.