O glioblastoma, um tumor maligno comum do sistema nervoso, é altamente maligno e progride rapidamente, causando, nalguns casos, a morte no espaço de uma a duas semanas. No entanto, alguns doentes podem sobreviver durante vários anos se forem tratados de forma agressiva. Existe ainda uma relativa falta de conhecimento sobre este tipo de tumor. O tratamento atual consiste principalmente numa combinação de cirurgia, radioterapia e quimioterapia. No entanto, cada caso deve ser avaliado com base nos seus próprios méritos. Em primeiro lugar, a cirurgia é recomendada para a deteção do glioblastoma, independentemente do tamanho e da gravidade da doença. O objetivo da cirurgia é, em primeiro lugar, remover a maior quantidade possível de tecido tumoral sem agravar a disfunção neurológica, em segundo lugar, conseguir uma descompressão intracraniana eficaz e, em terceiro lugar, reduzir o edema cerebral e as complicações neurológicas, criando uma boa base para o tratamento posterior. A escolha do tratamento dependerá do tipo de patologia e do facto de se pretender administrar mais radioterapia, quimioterapia ou mesmo bio-imunoterapia. Além disso, cada forma de tumor tem um nível diferente de sensibilidade à radioterapia e à quimioterapia, pelo que a patologia pós-operatória é essencial. É claro que, se for efectuada uma biópsia por punção antes da craniotomia, a patologia também pode ser esclarecida e, no caso de alguns tumores com funções importantes, as medidas de radioterapia e quimioterapia pré-operatórias podem aumentar as taxas de sobrevivência.