Os gliomas são os tumores intracranianos mais comuns, representando cerca de metade de todos os tumores cerebrais. A taxa de incidência anual é de cerca de 1 em 10.000, o que significa que todos os anos são diagnosticados dezenas a centenas de milhares de novos doentes com gliomas no país. Classificação e graduação dos gliomas Os gliomas não são uma doença única, mas um grupo de muitos tipos de tumores, incluindo astrocitomas, oligodendrogliomas, meningiomas ventriculares, glioblastomas e outros tipos de tumores, também conhecidos como tumores neuroepiteliais. Os doentes com gliomas podem apresentar sintomas como convulsões, dores de cabeça e náuseas. Os gliomas são divididos em gliomas de baixo grau e gliomas de alto grau, de acordo com a taxa de crescimento e a capacidade invasiva das células tumorais. Glioma de baixo grau – relativamente benigno O glioma de baixo grau cresce lentamente e tem um limite claro com o tecido cerebral, o que é relativamente benigno. Para este tipo de tumor, se o tumor puder ser completamente cortado por cirurgia, o efeito do tratamento é muito bom e alguns doentes podem mesmo ser curados. Glioma de alto grau – alto grau de malignidade O glioma de alto grau também é conhecido como glioma maligno, o tumor é principalmente um crescimento invasivo, por isso não é fácil cortar todo o tumor por cirurgia, e o efeito terapêutico é fraco. Entre os tumores sistémicos, o glioma maligno tem a terceira maior taxa de mortalidade em 5 anos, depois do cancro do pâncreas e do cancro do pulmão, e a taxa de sobrevivência em 5 anos é inferior a 5%. Tratamento do glioma 1. Cirurgia – a primeira escolha Independentemente de o grau do glioma ser baixo ou elevado, a cirurgia é a primeira escolha para remover o maior número possível de tumores, com o objetivo de proteger a função cerebral. Se o tumor crescer na “área funcional” relacionada com o movimento dos membros ou com a linguagem, a cirurgia pode causar hemiplegia, afasia, etc., pelo que o tumor tem de ser removido de forma adequada para preservar a função. Para o glioma maligno, a cirurgia complementada por radioterapia e quimioterapia é o plano de tratamento padrão, que pode prolongar significativamente o tempo de sobrevivência em comparação com a cirurgia isolada. A terapia molecular orientada, a terapia genética, a imunoterapia e outros métodos com grande potencial terapêutico estão também a ser ativamente investigados em todo o mundo, tendo alguns novos medicamentos demonstrado inicialmente bons efeitos terapêuticos.