Os riscos da cirurgia do glioma são duplos: por um lado, o risco de vida e, por outro, a incapacidade funcional. Um dos principais riscos para a vida é a hemorragia pós-operatória do tumor, que pode levar ao coma e, eventualmente, à morte. Além disso, um enfarte cerebral grande e grave pode ser fatal, tal como uma infeção grave e complicações graves de outros órgãos vitais, como o coração e os pulmões. O cérebro é o centro nervoso responsável por todas as actividades fisiológicas do corpo, e diferentes áreas do cérebro têm diferentes funções, incluindo a fala, o movimento, a sensação, a visão, etc. Quando um glioma cresce dentro ou perto de uma área cerebral responsável por uma determinada função, pode causar compressão ou invasão dessas áreas funcionais, o que pode levar à disfunção correspondente. As disfunções mais comuns incluem a disfunção motora, a disfunção da fala, a disfunção do campo visual e a epilepsia, bem como disfunções mentais, intelectuais e de memória, algumas das quais são reversíveis e podem ser recuperadas gradualmente após a cirurgia, enquanto outras são irreversíveis.