Diagnóstico da atresia biliar

  A atresia biliar (BA) e a síndrome da hepatite infantil (IHS) são causas comuns de icterícia obstrutiva em recém-nascidos e lactentes. A síndrome da hepatite infantil é uma infecção do fígado ou uma anomalia metabólica que é frequentemente resolvida com tratamento médico ou lavagem biliar. A atresia biliar é a doença hepática grave mais comum em neonatos e bebés e caracteriza-se clinicamente por inflamação progressiva e obstrução fibrosa dos canais biliares intra e extra-hepáticos, levando à colestase, bem como à fibrose hepática e cirrose progressiva, e o tratamento não cirúrgico resulta frequentemente em morte antes dos 2 anos de idade.  A incidência da atresia biliar é maior na Ásia do que nos países ocidentais, com uma prevalência de 1:9600 no Japão, cerca de 1:15.000 no Reino Unido e nos EUA, e cerca de 1:10.000 na China. A incidência de icterícia em crianças com BA é precoce e os sintomas são graves, pelo que a cirurgia é melhor realizada dentro das primeiras 6-8 semanas de vida. Um diagnóstico clínico claro deve ser feito atempadamente e a intervenção cirúrgica deve ser rápida.  Os métodos comuns de diagnóstico clínico da atresia biliar incluem Doppler a cores, imagem hepatobiliar por radionuclídeos, MRCP e ERCP. A colangiografia intra-operatória é reconhecida como o “padrão de ouro” para o diagnóstico da atresia biliar, tanto no país como no estrangeiro. Portanto, o autor sugere que a colangiografia intra-operatória deve ser realizada prontamente em bebés com icterícia cutâneo-escleral com fezes de barro para reduzir a incidência de cirrose biliar e salvar a vida da criança.