A miosite, um grupo de doenças auto-imunes caracterizadas por fraqueza muscular e inflamação muscular, inclui a dermatomiosite, a polimiosite, a miosite de corpos de inclusão e a dermatomiosite infantil. As manifestações clínicas, o tratamento e o prognóstico dos diferentes subtipos variam muito. Não existem dados sobre a taxa média de sobrevivência dos doentes com miosite na China, mas a miosite é uma das doenças reumáticas mais perigosas, uma vez que pode ser associada a lesões significativas de órgãos e a malignidade. Os dados de investigação disponíveis mostram que a maioria dos doentes com dermatomiosite e polimiosite responde bem à terapêutica com glucocorticóides e pode ser eficazmente controlada com uma terapêutica glucocorticoide sistemática e normalizada em combinação com fármacos imunossupressores, o que resulta numa elevada taxa de sobrevivência. No entanto, em doentes de idade avançada, com complicações nos pulmões, coração e outros órgãos importantes e tumores malignos, a situação é mais crítica e propensa a co-infecções, com uma certa taxa de mortalidade e um mau prognóstico. Além disso, alguns doentes podem reduzir ou interromper a medicação por iniciativa própria, porque a sua doença está controlada ou porque temem os efeitos adversos da medicação, o que resulta numa recaída. Estes doentes são frequentemente susceptíveis de sofrer lesões em múltiplos órgãos após uma recaída e têm um mau prognóstico se não forem tratados de forma agressiva. Por conseguinte, o diagnóstico precoce e o tratamento sistemático e normalizado são a chave para manter a doença estável e melhorar as taxas de sobrevivência dos doentes com miosite.