Breve descrição do caso: Homem, 49 anos de idade, número de hospitalização 4426612. Queixa principal: dor epigástrica persistente com febre durante mais de 20 dias. História: O paciente teve um início súbito de dor epigástrica sem causa aparente há mais de 20 dias, com exacerbação paroxística, sem náuseas e vómitos, e redução da defecação. Há 3 dias, a dor abdominal foi significativamente agravada e a temperatura corporal aumentou gradualmente. Exame físico à admissão: T39oC, sensibilidade abdominal total, diminuição dos sons intestinais, pressão marcada e dor de ricochete no abdómen superior esquerdo, esplenomegalia de grau II, evidência de ascite (-). A TC (fora do hospital) mostrou: trombose extensa do sistema venoso portal com possível enfarte esplénico. A ecografia de emergência mostrou: embolia venosa portal com área hipoecóica no baço. Testes laboratoriais: coagulação: PLT 15,2 segundos, APTT 45,1 segundos, FIB 4,9g/l; conjunto completo de hepatite: HBsAb 334,45mIU/ml, HBcAb
9.21S/CO;Bioquímica: ALB 33.1g/L;A/G 1.26;Glutamil transpeptidase 60.5U/L;LDH 306U/L;CRP 67.7mg/L;Hemograma: Hb
117g/L, WBC 20,9 10*9/L; N 81,3%; PLT 809 10*9/L. Diagnóstico de admissão: 1. trombose extensa do sistema venoso portal 2. possível enfarte esplénico. Tratamento: O departamento de cirurgia vascular administrou o habitual tratamento sintomático anti-infecção e anticoagulação durante três dias, mas a dor abdominal não foi aliviada e a temperatura corporal era de febre flácida. Dois dias após o encaminhamento, foi realizada uma operação de subemergência sob anestesia geral. Intra-operatoriamente, viu: ascite clara e brilhante de 500 ML, trombose significativa nos vasos do omento gástrico, encapsulamento completo do baço pelo omento maior, FPP 36 cmH2O, um grande focinho infartado no pólo superior do baço com uma grande quantidade de tecido necrótico no interior, a exploração revelou ramos perfurantes gástricos espessos, ramos esofágicos, ramos esofágicos altos, esplenectomia e dissecção selectiva. Ver fotos em anexo. Recuperou bem e teve alta 17 dias após a cirurgia sem febre, sem ascite, bioquímica sanguínea normal, mas com plaquetas até cerca de 3 milhões, e trigémeos de coagulação normal. Visita de acompanhamento (2012-08-10): plaquetas 1,98 milhões, glóbulos brancos 12.000, coagulação cinco normal, sem desconforto, sem ascite, retomou o trabalho físico. Visita de acompanhamento (2013-12-04): sem desconforto, sem ascite, trabalho físico moderado, hemograma normal e bioquímica.