Quando ocorre uma fractura, a fractura sangra e ao mesmo tempo ocorre uma inflamação estéril dos tecidos moles à volta da fractura, o que pode causar um inchaço significativo dos tecidos moles, tais como os músculos à volta da fractura. Normalmente o inchaço após uma fractura não causa problemas graves, contudo, tanto na perna inferior como no antebraço, existe uma fáscia dura entre os músculos, formando um fosso fascial denso. Quando os músculos dentro da fenda estão gravemente inchados, combinados com hemorragias, a pressão dentro da fenda pode aumentar drasticamente, causando uma compressão severa dos vasos sanguíneos e nervos, resultando numa má circulação sanguínea distal e mesmo necrose isquémica, um fenómeno conhecido como síndrome da fenda fascial. Existem cinco manifestações principais, nomeadamente palidez, falta de pulsação, dormência sensorial, sensação anormal e dor intensa, uma vez que estas cinco palavras começam todas com a letra “P”, pelo que também se torna a síndrome “5P”. Redução da tensão. Uma vez ocorrida a síndrome da fenda fascial, esta acabará por conduzir a necrose isquémica do membro distal e deve ser feita uma incisão de emergência para reduzir a pressão na fenda fascial de modo a que os vasos sanguíneos e nervos deixem de estar sob pressão, caso contrário, se ocorrer necrose de tecidos, a amputação será a única opção. Após incisão e redução cirúrgica, é possível uma incisão e redução de malha, se necessário, seguida de sutura secundária.