Como é diagnosticada a necrose da cabeça femoral?

  A osteonecrose é geralmente assintomática nas fases iniciais e mais tarde na vida haverá dor na virilha ao andar. Devem ser tomadas radiografias anteroposteriores e de rã da anca. A apresentação radiográfica da osteonecrose está relacionada com a fase em que a lesão se encontra. Nas fases iniciais, as radiografias podem ser normais. À medida que a doença progride, alterações radiográficas podem tornar-se aparentes, tais como aumento da densidade e áreas translúcidas na cabeça femoral. Se a doença progredir ainda mais, o sinal crescente (mais pronunciado na posição de sapo), que é típico da doença, pode aparecer. Nas fases avançadas da doença, a cabeça femoral desmorona e há graves alterações artríticas em ambos os lados do espaço articular.  As análises ósseas podem ser úteis no diagnóstico da osteonecrose, especialmente na determinação da doença poliarticular. Contudo, não há correlação entre os resultados de um exame nuclear da cabeça femoral e da função da anca e a dor se os sintomas clínicos já estiverem presentes.  A ressonância magnética pode diagnosticar a osteonecrose precoce da cabeça femoral e também permite o estadiamento preciso e a determinação da extensão da necrose por este meio não invasivo. Pode também diferenciar entre osteoporose transitória e necrose isquémica. A RM é também útil para acompanhar a progressão da doença e para avaliar a eficácia do tratamento. Quando as radiografias mostram lesões apenas de um lado da articulação, é necessária uma RM pélvica para determinar não só a extensão da lesão na anca sintomática, mas também para examinar a anca assintomática do outro lado, permitindo a detecção precoce da lesão. Nas fases iniciais da doença, a maioria dos tratamentos são muito eficazes.