OBJECTIVO: Investigar a técnica de reposicionamento cirúrgico durante o reposicionamento de fracturas intertrocantéricas dos tipos 31-A3.1 e 31-A3.2. MÉTODOS: Estudámos retrospectivamente 74 casos de fractura AO/OTA dos tipos 31-A3.1 e 31-A3.2 intertrocantéricos admitidos no nosso hospital de Janeiro de 2007 a Dezembro de 2010, 33 homens e 41 mulheres, com uma idade média de 71 anos (36-87 anos), todos tratados com fixação interna com pregagem intramedular proximal do fémur, e foram registados resultados clínicos e de imagem. RESULTADOS: Todas as 74 reduções de fractura foram realizadas sob fluoroscopia, incluindo 73 reduções fechadas e 1 redução incisional limitada. 65 pacientes foram acompanhados durante uma média de 14,5 meses (8 a 23 meses) após a cirurgia e a cicatrização da fractura foi observada em todos os casos a uma média de 7,4 meses. O tempo médio operatório foi 75+4 minutos, a perda média de sangue intra-operatório foi 135+5 ml, o número médio de vistas fluoroscópicas foi 24+3 e a pontuação média de Harris para a função da anca foi 91,4 com uma taxa excelente de 92,3%. Conclusão: 31-A3.1 e 31-A3.2 fracturas intertrocantéricas do fémur são por vezes difíceis de reposicionar fechadas porque a fractura não envolve o trocanter inferior, especialmente quando o paciente é mais jovem e mais musculado, e requer a ajuda de certas técnicas cirúrgicas de reposicionamento.