É necessário manter o forame oval aberto durante a gravidez para manter a circulação fetal. Após o nascimento, o forame oval fecha-se gradualmente à medida que a resistência vascular pulmonar diminui e a pressão atrial direita diminui. Considera-se geralmente que fecha o mais tardar 6 meses após o nascimento. Na população normal, cerca de 20-30% do forame oval não fecha completamente, mas devido ao pequeno diâmetro do forame, geralmente apenas 1-3 mm, o fluxo de sangue desviado entre os átrios esquerdo e direito através deste forame é muito pequeno e não causa aumento do coração ou hipertensão pulmonar, pelo que normalmente não há necessidade de se desfazer dele e não afecta a vacinação da criança. Contudo, em casos muito raros de AVC, dor de cabeça ou dor de cabeça de aura, especialmente em crianças e adultos jovens sem patologia cerebrovascular subjacente, e onde os estudos clínicos e de TAC ou RM confirmam uma associação com um forame oval não fechado, o forame oval pode ser bloqueado por uma terapia intervencionista. Em bebés e crianças pequenas, por vezes não é fácil distinguir claramente o forame oval não fechado do pequeno defeito do septo atrial próximo da fossa ovalis na ecocardiografia, pelo que uma repetição da ecografia cardíaca pode ser realizada em 6 meses a 1 ano.