Será que as pessoas que sonham mais vivem mais tempo?

  O sonhar, que é benéfico para a recuperação da função cerebral, fornece um estímulo regular e benéfico aos nervos do cérebro, permitindo ao sistema nervoso central ajustar-se a um estado de prontidão para lidar com o mundo externo em constante mudança. O sonho, por sua vez, simula a actividade do estado de vigília e evita que os nervos do cérebro deixem de funcionar durante a noite. O sonhar também permite que a informação no cérebro seja novamente limpa. Além disso, a síntese de proteínas dentro das células do cérebro é acelerada quando se sonha. Sonhar é, portanto, importante para a maturação do sistema nervoso em crianças pequenas, por exemplo, formando novas ligações sinápticas, facilitando o desenvolvimento da memória e sendo talvez também uma das bases do desenvolvimento da personalidade. É evidente que os sonhos são o resultado dos centros reguladores do cérebro que equilibram várias funções corporais, além de serem necessários para o desenvolvimento saudável do cérebro e a manutenção de um pensamento normal. Se os centros reguladores do cérebro forem danificados, os sonhos não podem ser formados. A ausência prolongada de sonhos é um motivo de alarme. Por esta razão, os cientistas acreditam que as pessoas que sonham mais durante o sono vivem em média mais tempo do que aquelas que sonham menos.