Quanto tempo se pode viver com leucemia crónica?

  A leucemia granulocítica crónica pode ser dividida em fases crónicas, aceleradas e agudas, e o tempo exacto de sobrevivência varia e é analisada caso a caso.  A leucemia agranulocítica crónica é uma doença mieloproliferativa e é diagnosticada clinicamente através de testes sanguíneos periféricos e testes genéticos que revelam anomalias nas células sanguíneas, o cromossoma de Filadélfia e o gene de fusão bcr/abl. Os doentes com a fase crónica também se apresentarão com febre e mal-estar. Não é normalmente fatal e pode durar cerca de 10 anos nesta fase e cerca de 3 anos na fase crónica. Os doentes na fase acelerada da doença podem apresentar febre, anemia, hemorragia, infecção, perda de peso, fraqueza e aumento do fígado e do baço, e a doença pode durar cerca de seis meses a um ano. A fase aguda é o estado final da doença e os pacientes têm um mau prognóstico e podem perder as suas vidas numa questão de meses. A taxa média de sobrevivência de 5 anos para a leucemia granulocítica crónica é de 25-35%. Contudo, desde a introdução da TKI (inibidores da tirosina cinase), o prognóstico melhorou consideravelmente e a maioria dos pacientes não necessita de um transplante de células estaminais e pode alcançar a sobrevivência a longo prazo apenas com medicação oral.  Os doentes são aconselhados a consultar rapidamente um hematologista em caso de desconforto, a procurar cuidados de emergência precoces e a tomar o tratamento adequado de forma agressiva para maximizar a sobrevivência.