Quanto tempo pode uma pessoa com fagocitose viver?

  O prognóstico da síndrome hemofagocítica é pobre, com a sobrevivência a variar de pessoa para pessoa. Se não for tratada, a maioria dos doentes pode morrer no prazo de 30 dias, enquanto a sobrevivência a longo prazo pode ser alcançada se a causa da doença for tratada eficazmente.  A síndrome hemofagocítica refere-se a um grupo de síndromes causadas por infecções bacterianas ou virais graves (EBV é comum), tumores (especialmente linfoma de células T), ou doenças auto-imunes que causam disfunção imunitária no corpo e produzem células hemofagocitárias. As principais manifestações clínicas desta doença são febre alta persistente, hemocitopenia completa, função hepática prejudicada, coagulação anormal e aumento da ferritina. A taxa de mortalidade da síndrome hemofagocítica é elevada e o prognóstico e resultado do tratamento varia relativamente de paciente para paciente e de uma causa para outra. Foi demonstrado em alguns estudos que a doença tem uma taxa de sobrevivência de 30 dias de apenas 56%-70% e uma taxa de sobrevivência de 3 anos de cerca de 20%-55%. Assim, existe um maior risco de morte precoce por hemofagocitose, que pode ocorrer no prazo de 1 mês, mas alguns doentes não só estão curados, como até conseguem sobreviver a longo prazo sem recorrência.  Além disso, a apresentação clínica da síndrome hemofagocítica é intrincada e difícil de tratar, pelo que os pacientes são aconselhados a visitar um hospital de cuidados terciários.