Diferenças de género na espondilite anquilosante

  Em contraste com o LES, a espondilite anquilosante (AS) tem sido considerada uma doença predominantemente masculina; a prevalência do AS é de facto significativamente mais elevada nos homens do que nas mulheres, com uma proporção de 2,5 para 5:1, e a doença é relativamente mais branda nas mulheres, o que facilita o sub-diagnóstico.  Não há explicação satisfatória para a diferença na prevalência de AS entre os sexos, e não há nenhum efeito significativo da ocupação ou da gravidez sobre a doença.  Em comparação com o AS masculino, o aparecimento da doença é geralmente considerado mais tarde nas mulheres do que nos homens, com diferentes relatos de um atraso de cerca de 3-6 anos. A incidência do envolvimento das articulações periféricas, especialmente no joelho, é significativamente maior nas mulheres do que nos homens. As radiografias mostram mais envolvimento da coluna lombar, coluna cervical, articulação da anca e toda a coluna vertebral nos homens. Por exemplo, nos homens, a formação de pontes intervertebrais/ alterações do tipo bambu na coluna vertebral representam mais de 1/3 dos casos, enquanto nas mulheres representam apenas 1/10, indicando que a condição é de facto menos grave nas mulheres do que nos homens, e a taxa de incapacidade é muito mais baixa.  A atenção às diferenças entre o AS feminino e o masculino não só facilitará o diagnóstico e o diagnóstico diferencial, mas também reduzirá diagnósticos falhados e diagnósticos incorrectos, e fornecerá pistas úteis para uma investigação mais aprofundada sobre a doença.