Como é diagnosticada e tratada a espondilite anquilosante?

  A espondilite anquilosante é principalmente uma doença inflamatória primária, crónica, catarral vascular destrutiva com ossificação dos ligamentos. Estende-se pela coluna vertebral a partir da articulação sacroilíaca, afectando a membrana sinovial e a cápsula articular das pequenas articulações intervertebrais, e em fases avançadas a calcificação e ossificação dos tecidos moles, tais como os ligamentos periféricos em toda a coluna vertebral.  A doença afecta homens com 16 a 30 anos de idade e desenvolve-se de forma intermitente. A doença começa com dores nas articulações sacroilíacas e dores lombares que irradiam para as nádegas e coxas. A dor agrava-se com a actividade e é aliviada pelo descanso. A coluna vertebral é rígida pela manhã. A HLA-B27 é na sua maioria positiva.  Descobertas radiográficas: pseudo-alargamento inicial do espaço articular sacroilíaco, com arestas irregulares das articulações e alterações escleróticas densas. Nas fases finais, o espaço estreita-se e o fusível comum é ósseo. Há ossos em ponte no limite do espaço intervertebral e ossificação dos ligamentos em torno das articulações intervertebrais, resultando numa coluna vertebral em forma de bambu.  Princípios de tratamento: alívio da dor, prevenção da deformidade e melhoria funcional. A osteotomia lombar pode ser considerada para corcundas graves. A substituição total da anca pode ser indicada em casos de anquilose da anca e dor persistente.