O principal glucocorticoide do corpo é a hidrocortisona, que é secretada a uma média de 15 mg por pessoa por dia. Os glicocorticóides afectam principalmente o metabolismo dos hidratos de carbono, mas em certa medida também afectam o metabolismo das proteínas e das gorduras, promovendo a degradação proteica e inibindo a síntese proteica. A hidrocortisona tem um efeito anti-insulina, aumenta a conversão do glicogénio hepático e do glicogénio muscular em glicose no organismo, resultando num aumento da produção de glicose, ao mesmo tempo que inibe a utilização da glicose periférica, resultando numa redução do consumo de açúcar. A hidrocortisona aumenta a retenção de sódio renal, resultando em aumento do sódio sanguíneo, aumento do volume sanguíneo, aumento da pressão sanguínea e aumento da excreção de potássio urinário. Também diminui a reabsorção tubular renal do ácido úrico e aumenta a produção de ácido gástrico. A hidrocortisona pode causar eosinofilia e degeneração do tecido linfóide e aumentar a coagulação sanguínea. Quantidades suprafisiológicas de glicocorticóides podem ter uma variedade de efeitos farmacológicos tais como efeitos anti-inflamatórios, antialérgicos, imunossupressores não específicos e antipiréticos. Por conseguinte, são geralmente utilizados no tratamento de certas doenças reumáticas.