O espasmo das artérias coronárias é uma constrição forte e espontânea das artérias coronárias, resultando num estreitamento ou oclusão transitória das artérias coronárias. Os espasmos das artérias coronárias podem resolver-se por si só ou com a utilização de medicação. Pode ocorrer em artérias coronárias completamente normais (cerca de 30% dos casos), mas ocorre mais frequentemente em segmentos que já são ateroscleróticos, provavelmente porque esses segmentos são mais susceptíveis à irritação. Os antagonistas do cálcio são eficazes no alívio do espasmo das artérias coronárias. Os antagonistas do cálcio dilatam as pequenas artérias periféricas, reduzem a resistência à circulação corporal, reduzem a pós-carga ventricular esquerda, reduzem o trabalho durante a contração do ventrículo esquerdo, reduzem o consumo de oxigénio, inibem a contração do músculo liso vascular coronário, dilatam as artérias coronárias e aliviam o espasmo das artérias coronárias, e aumentam o fluxo sanguíneo das artérias coronárias. Alguns antagonistas do cálcio também abrandam a frequência cardíaca, reduzem o consumo de oxigénio e prolongam a perfusão coronária diastólica, ao mesmo tempo que inibem a agregação plaquetária e reduzem a libertação de substâncias vasoconstritoras, como a 5-hidroxitriptamina e o TXA2. Por conseguinte, os antagonistas do cálcio podem ser utilizados para a variante da angina de peito devida a espasmo da artéria coronária, por exemplo, TENA 30 mg 3/dia. Após a PTCA, para reduzir o espasmo da artéria coronária, podem ser utilizados comprimidos de libertação controlada de TENA 90 mg 1/dia.