O cancro esofágico recorrente após radioterapia

  O cancro do esófago é uma malignidade muito complicada de tratar. Devido às diferentes fases do tumor, a forma e a ordem de tratamento variam muito. Por exemplo, o cancro intramucoso do esófago em fase muito precoce pode ser curado apenas por endoscopia gastrointestinal. Em contraste, o cancro do esófago em estado médio a tardio requer um processo de tratamento complexo que combina cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Embora a cirurgia seja ainda o tratamento mais básico para o cancro do esófago na China, alguns pacientes ainda escolhem a radioterapia radical para o seu primeiro tratamento por várias razões. Fibrose tecidual local e alterações do tecido cicatricial podem ocorrer após radioterapia radical, causando grande sofrimento para a reoperação. O maior problema com a radioterapia é a possibilidade de localização de tecido residual tumoral ou recidiva. Quando isto ocorre, a reconsideração do tratamento cirúrgico pode ser um enorme desafio cirúrgico.  A reoperação após radioterapia radical é conhecida como cirurgia de salvamento e requer uma cuidadosa selecção do paciente, uma cuidadosa gestão cirúrgica e uma rigorosa gestão pós-operatória. Que pacientes são susceptíveis de beneficiar da cirurgia de salvamento? Não existe uma resposta definitiva, mas podem ser considerados os seguintes pontos: 1) o tumor está numa fase inicial a média antes da radioterapia, especialmente se o tumor não invadir mais profundamente do que a camada muscular do esófago; 2) o tumor é uma recidiva após remissão completa, não um resíduo; 3) a lesão está a uma certa distância do sistema traqueobrônquico; 4) o tumor está localizado no esófago inferior; se a ressecção radical da lesão puder ser obtida por cirurgia após a radioterapia, então os resultados a longo prazo é ainda satisfatória.