Princípios de alívio da dor para o cancro

  A dor é uma manifestação avançada de muitos tumores malignos. A terapia com medicamentos é o principal método de alívio da dor para o cancro. Os seguintes princípios devem ser seguidos no uso de medicamentos para o alívio da dor causada pelo cancro: 1. Usar medicamentos de acordo com uma escada: a escolha de medicamentos para o alívio da dor deve ser gradualmente aumentada de fraco para forte de acordo com o grau de dor. Em primeiro lugar, escolher analgésicos não opióides, a droga representativa é a aspirina, que é utilizada para aliviar a dor leve e é o primeiro passo para o alívio da dor. Se o alívio da dor no primeiro passo não for satisfatório, usar um medicamento para a dor no segundo passo (representado por codeína, quimantina, oxicontin, etc.), ou seja, um analgésico opióide fraco em cima de um analgésico não opióide. Se o alívio da dor do segundo passo não for satisfatório, utilizar um analgésico do terceiro passo (representado pela morfina), ou seja, um analgésico opióide forte mais um analgésico não opióide. Os analgésicos não opióides podem aumentar o alívio da dor dos analgésicos opióides, especialmente em doentes com dor óssea e neuropática, e podem reduzir a dose de analgésicos opióides. Os medicamentos adjuvantes podem melhorar outros sintomas que ocorrem frequentemente em doentes com dores cancerígenas. O diagrama seguinte mostra um modelo de alívio da dor em três passos: Dor no início Passo 1 ↓ Dor leve → não-opióides ± adjuvantes ↓ Controlo insatisfatório da dor ↓ Passo 2 Dor moderada → opióides fracos + não-opióides ± adjuvantes ↓ Controlo insatisfatório da dor ↓ Passo 3 Dor grave → opióides fortes + não-opióides ± adjuvantes 2. Não espere que a dor se repita. Devem ser administrados antes que o medicamento anterior se desgaste para manter níveis sanguíneos eficazes e para aliviar a dor e controlá-la eficazmente.  3. administração oral preferida: Os pacientes que recebem terapia de alívio da dor a longo prazo devem preferir a administração oral. A administração oral é económica, conveniente, eficaz e com poucos benefícios, e os pacientes podem controlá-la por si próprios sem a ajuda de outros. A administração oral de opiáceos é lenta a ser absorvida, tem um baixo pico e não é propensa à dependência de drogas. Se o paciente vomitar severamente, estiver em coma, tiver dificuldade em engolir, e não puder tomar a droga oralmente, pode escolher métodos externos, tais como a administração rectal.  4) O princípio da individualização: Os indivíduos têm diferentes graus de sensibilidade aos opiáceos, e não existe uma dose padrão fixa. A dose de fármacos para os pacientes deve basear-se no padrão de alcançar uma analgesia eficaz, e não deve ser limitada pela chamada quantidade extrema. Se a dosagem de morfina for escolhida entre 10-60mg, a maioria dos pacientes pode aliviar a dor, e a dosagem de pacientes individuais pode atingir 200-400mg. Deve ser elaborada uma dosagem individualizada adequada para cada paciente.