O plano de tratamento do cancro do esófago deve ser decidido de acordo com o padrão patológico, a fase inicial e tardia da doença, a localização da lesão, o estado geral do doente e a presença ou ausência de metástases nos gânglios linfáticos. Alguns dados mostram que a taxa de sobrevivência a 5 anos do cancro do esófago em fase inicial com radioterapia isolada é superior a 80%. A taxa de sobrevivência da radioterapia para o cancro do esófago do tórax superior e médio não é inferior à da cirurgia, enquanto a do cancro do tórax inferior é ligeiramente inferior à da cirurgia. Por conseguinte, no caso do cancro do esófago cervical e torácico superior, a radioterapia deve ser utilizada em primeiro lugar. No caso do cancro do esófago torácico inferior, a cirurgia deve ser a primeira escolha e, no caso do cancro do esófago torácico médio, deve optar-se por uma combinação de radiação e cirurgia. O tratamento medicamentoso por si só continua a ser ineficaz e só pode ser utilizado como tratamento paliativo. A investigação sobre radiossensibilizadores e métodos de sensibilização física melhorou a sensibilidade da radiação e de certos agentes quimioterapêuticos ao cancro do esófago, podendo também ser utilizada como meio de tratamento integrado.