Alterações na densidade óssea periprotética em doentes com revisões de ancas artificiais

OBJECTIVO: Medir a densidade óssea periprotésica do fémur proximal em 9 pacientes com revisão artificial da anca através da densitometria óssea por raios X de dupla energia (DEXA) e compreender a perda óssea periprotésica em pacientes com revisão artificial da anca. MÉTODOS: Nove doentes submetidos a cirurgia inicial de revisão total da anca artificial devido ao afrouxamento da prótese tiveram a sua densidade óssea femoral proximal bilateral medida por densitometria óssea de raios-X de dupla energia (DEXA) em comparação, e a divisão da área de medição foi baseada no método das sete zonas de Gruen. A avaliação clínica pré-operatória foi baseada no Harris Hip Score (HHS). Resultados: Nove pacientes apresentavam HHS score de 61 e as medidas de DEXA mostraram uma diminuição estatisticamente significativa da DMO do lado operado em relação ao lado não operado, variando de 8,9% a 27,6%, com média de 15,4% (P < 0,05). Conclusão: Em doentes com insucesso precoce e a médio prazo após artroplastia artificial da anca, a perda óssea à volta da prótese proximal do fémur foi evidente.