Um paciente perguntou sobre a dificuldade e o pior resultado de ter uma segunda operação ou revisão após quinze ou vinte anos de vida útil depois de ter uma prótese da anca, e um amigo disse que uma segunda operação ou revisão era bastante difícil. Se falhar, o resto da vida pode ser passado numa cadeira de rodas. Uma delas é que a necessidade de uma segunda revisão após 15-20 anos está errada, o que se baseia na premissa da utilização de revestimentos de polietileno, que agora são cada vez menos utilizados, eu basicamente já não os utilizo, e se forem utilizados metal a metal ou cerâmica a cerâmica podem durar uma vida inteira, pelo que a revisão não é um dado adquirido. A segunda é que embora a cirurgia de revisão seja mais difícil em comparação com a substituição inicial, 85% das revisões não são muito difíceis, e também esta dificuldade é relativa e entendida de forma diferente por médicos com experiências diferentes. Também as revisões particularmente difíceis são frequentemente devidas a graves perdas ósseas devido a demasiadas osteólises causadas por partículas de desgaste de polietileno, pelo que o culpado continua a ser o polietileno, pelo que, desde que não utilize revestimentos de polietileno, não terá tantos problemas.