O papel da artroscopia no tratamento da artrite

  (i) Papel diagnóstico Em primeiro lugar, a artroscopia pode ser usada para examinar várias lesões dentro da cavidade articular e para avaliar e documentar em detalhe o estado de vários tecidos e estruturas dentro da articulação. Certas lesões articulares, tais como a sinovite nodular pigmentada das vilosidades, têm resultados artroscópicos característicos e quase sempre pode ser feito um diagnóstico. Também é possível obter fluido articular ou tecido doente para biópsia sob vigilância artroscópica para posterior exame laboratorial e patológico.  Contudo, com o recente desenvolvimento de vários testes não invasivos, particularmente ultra-sons, TAC e RM, a artroscopia para fins puramente diagnósticos tornou-se cada vez menos utilizada na prática clínica. Contudo, a artroscopia pode proporcionar uma visualização e exploração directa da lesão, com um certo grau de ampliação e observação dinâmica, e tem vantagens insubstituíveis.  (ii) Papel terapêutico Para além do seu papel terapêutico numa variedade de lesões desportivas, as técnicas artroscópicas podem também desempenhar um papel importante na gestão cirúrgica da artrite. Tem sido relatado na literatura que as técnicas artroscópicas podem ser utilizadas no diagnóstico e tratamento de muitos tipos de artrite, incluindo osteoartrite, articulações inflamatórias, sinovite nodular pigmentada, artropatia cristalina, artrite infecciosa e artrite traumática. Por exemplo, em muitos tipos de sinovite, a sinovectomia pode ser realizada artroscopicamente. Na articulação do joelho, o tecido sinovial pode ser removido da cápsula articular posterior através de uma abordagem posterior para se conseguir uma sinovectomia total da cápsula articular. Nas articulações osteoartríticas, o desbridamento das articulações é realizado para remover corpos livres, remover meniscos rasgados e reparar superfícies cartilagíneas.