É comum encontrar pacientes com anomalias crónicas de matéria branca que não se limitam à área de abastecimento de sangue de um único recipiente penetrante. Os mecanismos que levam a esta condição não são totalmente compreendidos e são possíveis os seguintes: 1. isquemia simultânea em múltiplas artérias penetrantes paralelas. 2. aumento da permeabilidade vascular Quando a pressão sanguínea na artéria penetrante é muito elevada, ocorrem fugas ou osmose de fluido. Esta condição é conhecida como encefalopatia hipertensiva quando ocorre de forma aguda. A condição caracteriza-se por fuga de líquido das pequenas artérias que conduzem a edema cerebral e petequias no cérebro, por vezes com hemorragias cerebrais maiores. Quando o processo é crónico, a fuga de fluidos pode levar a gliose e danos na matéria branca e nos gânglios basais do cérebro. Algumas pessoas acreditam que as lesões da matéria branca são devidas a doenças hipertensivas crónicas ou recorrentes. Isto mostra a importância de manter a tensão arterial estável. 3. alguns doentes com lesões crónicas de matéria branca não têm hipertensão arterial grave, mas nestes doentes a íntima e a íntima podem ser tão anormais que o fluido pode sair da artéria danificada, mesmo que a pressão sanguínea na artéria seja normal. 4. níveis significativamente elevados de metaloproteína-9 de matriz podem perturbar a barreira hemato-encefálica degradando as proteínas de junção apertada nos vasos sanguíneos. Níveis elevados de metaloproteína nos recipientes perfurantes podem facilitar a fuga de fluido destes recipientes.