Os cistos da via biliar podem ser divididos em quatro tipos: Tipo I: dilatação cística ou piqunótica da via hepática comum, da via biliar comum ou de uma parte dela. Tipo II: dilatação tipo diverticulum da parede da via biliar comum com uma ponta fina presa à via biliar comum. Tipo III: cistos no segmento interior da parede duodenal Tipo IV: dilatação múltipla das condutas biliares intra e extra-hepáticas IVB dilatação múltipla das condutas biliares extra-hepáticas O tipo V, também conhecido como doença de Caroli, é um cisto único ou múltiplo no ducto biliar intra-hepático. Os principais sintomas dos cistos dos canais biliares são dor epigástrica obscura ou abdominal superior direita, icterícia e uma massa palpável no abdómen superior direito. Os principais sintomas dos cistos choledochal são: obstrução do canal biliar de maior duração ou formação de pedras devido a colangite recorrente, abcesso hepático, cirrose pancreática e hipertensão portal. O exame ultra-sónico do abdómen pode detectar dilatação da via biliar, formação de cálculos, trombose da veia porta, abcesso hepático e massa da via biliar, etc. O exame CT pode clarificar o estadiamento dos quistos da via biliar e orientar o plano de tratamento cirúrgico. A CPRE e a ressonância magnética e a MRCP podem clarificar a presença de dilatação da via pancreática e as lesões distais à dilatação da via biliar. Como os cistos coledocais em adultos podem causar colangite recorrente e podem levar ao cancro, considera-se agora que, uma vez diagnosticada, a cirurgia deve ser realizada para remover todos os canais biliares extra-hepáticos (tipos I, II e IV), cistectomia + papilotomia duodenal e plicatura (tipo III), lobectomia para o tipo V que se limita a um lóbulo, ou transplante de fígado para cirrose biliar.