Os médicos julgam frequentemente a sobrevivência dos doentes com cancro com base em estatísticas e experiência. As estatísticas são calculadas matematicamente aplicando métodos estatísticos a um grande número de doentes com cancro da mesma idade, sexo, estádio da doença, local do tumor, ambiente de vida e muitos outros factores clínicos mensuráveis tratados com o mesmo método de tratamento (ou protocolo). Deve notar-se que factores que não são mensuráveis com precisão, tais como os factores psicológicos e a experiência social do paciente (factores que não têm um método de comparação preciso), podem afectar o resultado do tratamento em graus variáveis, e é difícil julgar mecânica e empiricamente a sobrevivência de pacientes individuais com cancro. Por outras palavras, as estatísticas só são aplicáveis a julgamentos macroscópicos de grupos e só podem prever o resultado do tratamento para grupos, e não para doentes específicos. Não é cientificamente correcto e irresponsável para os doentes e suas famílias fazer declarações arbitrárias sobre quantos meses ou anos um doente irá viver.