Os doentes com cálculos biliares têm por vezes um estado de cólica biliar recorrente, que ocorre frequentemente uma vez a cada duas a quatro semanas, o que é difícil de controlar mesmo que se tenha o cuidado de evitar dietas gordurosas. Durante um ataque, alguns médicos dirão que a cirurgia não é aconselhável quando a dor na vesícula biliar se inicia, ou a dor não estará presente durante pelo menos um mês. Isto pode colocar o paciente numa situação difícil, onde a cirurgia não é apropriada numa emergência, mas as dores biliares recorrentes são incontroláveis. Tal paciente encontra-se numa situação perigosa, porque os ataques recorrentes de cólicas biliares indicam frequentemente que os cálculos na vesícula biliar estão a drenar do ducto cístico para o ducto biliar comum. Neste momento, os cálculos na vesícula biliar podem muito facilmente ficar presos na abertura do ducto biliar, produzindo assim ataques frequentes de cólicas biliares. Se for este o caso, então a cirurgia é fortemente recomendada o mais rapidamente possível. Por um lado, as cólicas biliares pouco acrescentam à dificuldade da colecistectomia laparoscópica, e por outro lado, o atraso da cirurgia aumenta as hipóteses de os cálculos biliares descarregar para o ducto biliar comum, levando a consequências mais graves. Por conseguinte, a colecistectomia laparoscópica deve ser agendada num futuro próximo.