A gravidade da aterosclerose está relacionada com a localização e o grau das lesões, com os danos nos órgãos afectados e com a presença ou ausência de complicações, não podendo ser generalizada. Geralmente, é mais grave se envolver órgãos vitais como o coração, o cérebro e os rins, mais grave se provocar estenoses ou bloqueios graves e mais grave se já tiver desenvolvido complicações orgânicas como o enfarte do coração e o enfarte cerebral. A aterosclerose da aorta pode formar aneurisma da aorta, dissecção arterial, uma vez que a rutura do vaso, pode pôr em perigo a vida do doente. A aterosclerose das artérias coronárias pode facilmente causar isquémia ou necrose do miocárdio e, em casos graves, pode também ocorrer choque cardiogénico ou morte súbita. As placas ateroscleróticas nas artérias cranianas podem causar estenose, fornecimento insuficiente de sangue cerebral, trombose local, rutura da placa, embolia cerebral e outros acidentes cerebrovasculares, e a isquemia crónica a longo prazo pode evoluir para demência vascular. O envolvimento dos vasos sanguíneos dos rins, dos intestinos e dos membros inferiores pode ter consequências graves. No caso da aterosclerose, deve ser efectuada uma intervenção preventiva precoce. Se já tiver ocorrido, deve ser tratada ativamente, de acordo com a prescrição do médico, para prevenir o desenvolvimento da lesão e procurar a sua reversão, prolongar a vida do doente e melhorar a sua qualidade de vida.