A terapia de aversão é uma das terapias comportamentais mais clássicas e é um pouco semelhante às medidas punitivas, ou seja, o doente é obrigado a confrontar-se com aquilo de que não gosta, que se ressente ou que odeia, reduzindo assim a frequência do mau comportamento. O oposto disto é o comportamento de recompensa, quando se espera que o bom comportamento ocorra com mais frequência, é bom dar ao doente algum tipo de recompensa, como doces ou fichas. Se o doente receber directamente algo a que tem aversão, por exemplo, se um doente fóbico, especialmente um que tem medo de alturas ou de certos animais, for directamente exposto a uma cena particularmente alta ou a uma cena cheia do animal que teme, pode ser demasiado para assimilar de uma só vez, ou mesmo particularmente assustador, assustador, em pânico ou, no pior dos casos, próximo da morte, o que seria muito perigoso. O melhor a fazer é utilizar uma abordagem mais sistemática, segura e gradual, ou seja, expor as cenas a que o doente tem aversão em diferentes níveis, de modo a que o doente possa, lentamente, ir aceitando os seus medos e ansiedades. Quer se trate de uma terapia de aversão ou de uma terapia de dessensibilização sistemática, esta deve ser adaptada à situação real do doente e, de preferência, deve ser efectuada sob a orientação de um conselheiro profissional ou de um psiquiatra.