Como é diagnosticada a gastrite crónica?

  O diagnóstico da gastrite crónica baseia-se principalmente na endoscopia e na biopsia da mucosa gástrica, sendo esta última, em particular, de maior valor diagnóstico. Dado que a maioria dos pacientes com gastrite crónica não têm quaisquer sintomas, ou se têm sintomas, carecem de especificidade e de sinais específicos, é difícil fazer um diagnóstico correcto da gastrite crónica com base em sintomas e sinais. O diagnóstico da gastrite crónica depende da endoscopia e da biopsia da mucosa gástrica, sendo esta última em particular de maior valor diagnóstico.  A infecção pelo Hp é a principal causa da gastrite crónica e é recomendada como teste de rotina para o diagnóstico da causa da gastrite crónica. Na gastrite crónica, os níveis séricos de gastrina G17 são significativamente elevados e as proporções de pepsinogénio I ou pepsinogénio I/II são reduzidas naqueles com atrofia do corpo gástrico; naqueles com atrofia do seio gástrico, o primeiro é reduzido e o segundo é normal; naqueles com atrofia gástrica total, ambos são reduzidos. Portanto, a gastrina sérica G17 e o pepsinogénio I e II podem ser utilizados para determinar a presença e localização da atrofia da mucosa gástrica. A gastrite atrófica pode ser causada por infecção por Hp ou auto-imunidade. Recomenda-se a gastrina sérica, vitamina B12, bem como anticorpos anti-células murais e anticorpos anti-fator-interno nos casos em que se suspeite de auto-imunidade.