Um único teste de QI não mede a inteligência

De acordo com um grande estudo, é incorreto utilizar um único teste de QI para avaliar a inteligência de uma pessoa; a capacidade cognitiva humana engloba, pelo menos, três características psicológicas distintas. Há décadas que se aplicam testes de QI para avaliar o QI, mas isso é fundamentalmente errado porque não tem em conta a natureza abrangente da inteligência humana e os seus diversos elementos. A inteligência inclui a memória de curto prazo, o raciocínio e a expressão verbal. Os cientistas descobriram que, embora estes elementos interajam entre si, são regidos por três “circuitos” neurais distintos no cérebro. O estudo consistiu num inquérito em linha a mais de 100 000 pessoas em todo o mundo, às quais foi pedido que realizassem 12 testes de inteligência para avaliar diferentes aspectos da capacidade cognitiva, como a memória, o raciocínio, a atenção e o planeamento. Os investigadores recolheram uma amostra de 46.000 pessoas e analisaram o seu desempenho. Os resultados identificaram 3 elementos diferentes da capacidade cognitiva: a memória a curto prazo, o raciocínio e a verbalização. Os cientistas descobriram que nenhum elemento isolado, ou QI isolado, podia explicar todas as alterações reveladas pelos testes. Utilizando exames de ressonância magnética dos circuitos cerebrais de 16 participantes, os investigadores descobriram que cada um dos 3 elementos distintos da inteligência era regido por 3 actividades neurais diferentes no cérebro.