Noventa por cento dos adolescentes com Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) moderada a grave continuam a sofrer de sintomas e perturbações graves a profundas muito tempo após o diagnóstico e, em muitos casos, os tratamentos que recebem têm pouco efeito. É o que demonstra um estudo publicado no Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry. O estudo foi um esforço de colaboração financiado pelo governo federal e liderado por investigadores da Universidade Johns Hopkins. O projeto é também o maior estudo a longo prazo sobre a PHDA em crianças em idade pré-escolar até à data e lança alguma luz sobre a doença, que está agora a ser diagnosticada numa idade mais precoce. O Dr. Mark Riddle, do Johns Hopkins University Children’s Center, investigador principal do projeto, afirmou: “O diagnóstico de TDAH pediátrico tem-se tornado cada vez mais comum em crianças mais novas, o que torna fundamental estudar a forma como a doença se desenvolve neste grupo etário. Descobrimos que o TDAH é uma doença crónica e bastante persistente em crianças em idade pré-escolar; a doença requer tratamentos comportamentais e medicamentosos a longo prazo, para os quais as nossas ferramentas actuais ainda são inadequadas”. Cerca de 90% das 186 crianças acompanhadas continuavam a sofrer de sintomas de PHDA seis anos após o diagnóstico. A gravidade dos sintomas manteve-se semelhante nas crianças que receberam medicação para a PHDA em comparação com as que não receberam.