Espondilose Cervical Conhecimento Científico

  Na prática clínica, verificamos que muitos pacientes ainda têm muitos equívocos sobre o diagnóstico e tratamento da espondilose cervical. Quando alguns pacientes sentem desconforto no pescoço ou tonturas, pensam que têm espondilose cervical e pedem aos seus médicos que lhes prescrevam medicamentos, ou que os tratem com tracção, tui-na, massagem, bebendo vários tipos de medicina chinesa e assim por diante. A primeira coisa que precisa de fazer é encontrar um cirurgião ortopédico para fazer um check-up da sua espondilose cervical.  Em primeiro lugar, é essencial ver um ortopedista para um exame físico da coluna cervical, especialmente o exame neurológico da coluna cervical. Por exemplo, se os reflexos dos membros são hiperactivos, se o sinal de Hoffman é positivo, se existe alguma dormência sensorial nos membros superiores, se existe um aumento do tónus muscular nos membros inferiores, e especialmente se existe uma diferença entre os movimentos sensoriais das mãos esquerda e direita. Um pequeno exame físico de 3-5 minutos pode fazer um juízo básico sobre o paciente e até localizar os nervos, que alguns cirurgiões ortopédicos tendem a ignorar ou a ignorar.  Em segundo lugar, uma radiografia cervical frontal e lateral e uma RM cervical. Alguns pacientes solicitam uma TC cervical assim que chegam, pensando que uma TC cervical pode dar uma imagem completa da coluna cervical ou considerando que o custo de uma TC é acessível. De facto, eles não compreendem o verdadeiro papel dos vários estudos de imagem. As radiografias da coluna cervical frontal e lateral são utilizadas para observar alterações na curvatura fisiológica da coluna cervical, se há alguma perda de altura livre, se há ossificação do ligamento longitudinal posterior, a localização e extensão dos osteófitos, se há alguma subluxação da coluna atlantoaxial, se há alguma deformidade congénita, etc. Uma boa radiografia pode reflectir muitos problemas das estruturas ósseas. A RM da coluna cervical é utilizada para observar os tecidos moles, tais como a extensão da hérnia discal, a extensão e localização da compressão e deformação da medula espinal, se há alterações no sinal da medula espinal ou do corpo vertebral, e se há ocupações no canal raquidiano. Nesta base, a fim de compreender a situação exacta da ossificação dos ligamentos longitudinais posteriores ou das protuberâncias ósseas numa determinada localidade ou plano, pode ser feita uma TC da coluna cervical ou mesmo uma reconstrução de TC 3D para mostrar mais claramente as estruturas ósseas locais. Tal como um míssil, só se pode atingir o alvo com maior precisão se lhe for dado um posicionamento preciso. Caso contrário, mesmo o médico imagiologista não sabe qual o segmento que vai digitalizar. Com o exame de recurso, é basicamente claro se tem espondilose cervical e qual a sua gravidade.  Finalmente, uma vez que o diagnóstico é claro de que se trata de espondilose cervical, é tomada uma decisão sobre se deve ser tratada de forma conservadora ou cirúrgica. Alguns pacientes tendem a preocupar-se com os riscos e custos da cirurgia e pedem tratamento conservador para o que já é uma forma muito grave de espondilose cervical, mas ignoram frequentemente o facto de que os riscos associados à espondilose cervical grave são frequentemente maiores do que os riscos da cirurgia.