Quais são as consequências de uma lesão da espinal medula? É o fim da vida após uma lesão da espinal medula? A lesão da espinal medula (LME) provoca alterações patológicas, tais como défices sensoriais e motores, reflexos anormais e incontinência urinária e fecal abaixo do nível da lesão, que são frequentemente designadas por “tetraplegia” (referindo-se a lesões da espinal medula na região cervical) e “paraplegia” (referindo-se a lesões da espinal medula torácica e lombar). As lesões da espinal medula podem resultar em incapacidades para toda a vida e muitas pessoas são incapazes de cuidar de si próprias e precisam de ser cuidadas, podendo surgir muitas complicações destas lesões. Por exemplo, repouso prolongado na cama, pressão cutânea local que resulta em úlceras de pressão (vulgarmente conhecidas por úlceras de decúbito), infecções do trato urinário devido a incontinência urinária, osteoporose causada por inatividade prolongada até ao ponto de fratura, contraturas e fixação de ossos e articulações causadas por inatividade prolongada e espasmos causados pela destruição dos nervos da medula espinal (vulgarmente conhecidos por “cãibras”) e dor, etc. Além disso, devido ao tratamento da lesão da medula espinal, muitas pessoas não conseguem cuidar de si próprias e precisam de cuidados, podendo surgir muitas comorbilidades. Além disso, como não existe um tratamento eficaz para a lesão da espinal medula, as consequências graves acima referidas causarão grandes traumas psicológicos ao doente, podendo surgir desequilíbrio psicológico, pessimismo, desilusão, ansiedade e depressão. No entanto, será que a lesão da espinal medula significa que a vida acabou? A resposta é não. Desde que se submetam a um treino de reabilitação regular e diligente, a grande maioria dos doentes é capaz de cuidar de si própria e de iniciar um novo negócio para levar uma vida normal.