Para pacientes com cancro da próstata em fase inicial, a prostatectomia retropúbica radical pode de facto alcançar uma cura radical, removendo completamente o tumor do corpo e dando ao paciente uma taxa de sobrevivência sem tumores de 10 anos superior a 90%, o que é bastante satisfatório no tratamento cirúrgico de tumores malignos. Além disso, muitos pacientes cujos tumores cruzaram o envelope da próstata podem ser curados por prostatectomia radical desde que os seus tumores sejam bem diferenciados e o cirurgião seja minucioso na remoção da próstata. Contudo, quando o cancro é pouco diferenciado ou invadiu áreas como a glândula vesicular seminal ou o colo vesical, as hipóteses de cura são muito menores. O Johns Hopkins Hospital nos EUA uma vez examinou quase 1.000 pacientes que foram submetidos a uma cirurgia radical para o cancro retropúbico da próstata e mostrou que após 10 anos apenas 30% dos pacientes tiveram uma recidiva do tumor. Destes pacientes, aqueles cujos tumores não tinham invadido o períneo tinham uma taxa de sobrevivência sem cancro de 90% aos 10 anos. Mesmo que o cancro da próstata tivesse atravessado o pericárdio, desde que as margens fossem negativas e a pontuação de Gleason não fosse superior a 6, a taxa de sobrevivência sem tumores aos 8 anos era de 100%. Contudo, quando o tumor atravessou o envelope da próstata e tem uma margem positiva, apenas 50% dos pacientes não têm sinais de recidiva do tumor 8 anos após a cirurgia, mesmo que a sua pontuação de Gleason não seja superior a 6.