A automedicação é muito importante no processo de recuperação do TOC. Sem o envolvimento ativo e a compreensão do eu, a dependência apenas da medicação e da psicoterapia passiva é frequentemente ineficaz. Os doentes que têm uma boa auto-consciência, ou seja, que são capazes de reconhecer os seus sintomas obsessivos, que são capazes de perceber que os seus pensamentos e comportamentos obsessivos são excessivos e irracionais e que estão dispostos a mudar, podem tomar a sua própria iniciativa e participar ativamente na auto-terapia. Em primeiro lugar: procurar reconhecer os sintomas como compulsivos quando estes surgem. Em segundo lugar: aprenda a tratar corretamente os seus pensamentos obsessivos e não apenas a suprimi-los; quando eles surgirem, adopte uma atitude permissiva e tente reduzir a sua reação a eles, por exemplo, reduzindo o comportamento compulsivo correspondente; pode fazer algo significativo para se distrair deles. Em terceiro lugar, existem causas psicológicas profundas para os sintomas obsessivo-compulsivos. Aprenda a pensar e a compreender, a identificar as dificuldades da vida real, as contradições, os conflitos interpessoais e as fraquezas da sua personalidade, a encorajar-se de muitas maneiras, a adquirir compreensão psicológica e a promover a maturidade mental. Em quarto lugar, reforce a sua confiança na recuperação: com a ajuda de medicamentos psicotrópicos, de psicólogos, de familiares e, sobretudo, do seu próprio crescimento pessoal, é possível recuperar do TOC.