Interpretações comuns do ECG

Para prevenir o sub-diagnóstico, as interpretações comuns do ECG são as seguintes: primeiro, o ritmo cardíaco deve ser determinado aproximadamente pelo intervalo da onda; depois procurar ondas P, que podem reflectir o alargamento dos átrios direito e esquerdo, mas pode não haver ondas P, tais como paragem sinusal, flutter atrial, fibrilação atrial, etc. O ponto de partida da onda P para o ponto de partida do grupo de ondas QRS é o intervalo PR; um intervalo PR prolongado é visto em vários graus de bloqueio atrioventricular, e um intervalo PR reduzido é visto na síndrome P-R curta e pré-excitação. A forma de onda subsequente é o grupo de onda QRS, que responde à despolarização dos ventrículos e pode reflectir a hipertrofia ventricular direita e esquerda e vários bloqueios de ramos de feixe. Se forem encontradas ondas Q patológicas, isto indica enfarte do miocárdio antigo nas derivações correspondentes; se for encontrada elevação do segmento ST ou depressão, isto indica lesão miocárdica; se forem encontradas ondas T baixas, invertidas, hiperagudas ou bidireccionais, isto indica isquemia miocárdica. Em condições normais, a linha horizontal no papel do ECG indica tempo, com um quadro representando 0,04s, e a linha vertical indica tensão, com um quadro representando 0,1mv. Uma correcta compreensão destas normas de referência ajudará na interpretação do ECG.