Um grande estudo de coorte, multi-étnico, internacional e longitudinal, realizado por académicos do Brasil, Estados Unidos e outros países, incluiu 1.480 pacientes com lúpus, dos quais 1.141 (77%) estavam a tomar anti-maláricos (tempo médio de exposição de 48,5 meses). Oitenta e nove pacientes (6,0%) morreram durante o acompanhamento. Em comparação com os não utilizadores, a mortalidade diminuiu com uma maior duração do uso de antipalúdicos (11,5% contra 4,4%, p<0,001). As taxas de mortalidade (em casos/1000 pessoas/ano) foram de 3,85 [70 casos (6,1%), 6-11 meses sobre medicação], 2,7 [146 casos (12,8%), 1-2 anos sobre medicação] e 0,54 [925 casos (81,1%), mais de 2 anos sobre medicação] para os que tomam medicação e 3,07 para os que não tomam medicação. Os antimaláricos foram associados a uma redução de 38% na mortalidade (rácio de risco 0,62).