Não existe um tempo específico para viver com gastrite atrófica crónica com erosão, mas depende da gravidade da doença e do facto de ser ativamente tratada. A gastrite atrófica crónica é uma doença em que o epitélio e as glândulas da mucosa gástrica atrofiam e diminuem em número, resultando num adelgaçamento da mucosa gástrica, espessamento da base da mucosa e, em casos graves, metaplasia epitelial intestinal e hiperplasia atípica. Se for acompanhada de erosão, tal sugere ulceração e hemorragia da mucosa gástrica. Neste caso, deve ser efectuado um diagnóstico precoce, ou seja, determinar se a erosão é benigna ou maligna. Nos casos benignos, devem ser feitas melhorias no estilo de vida, tais como hábitos alimentares, consumo de álcool e medicação, e a infeção por H. pylori deve ser erradicada. No caso de casos malignos ou pré-cancerosos, é necessário um tratamento cirúrgico precoce, ou seja, uma gastrectomia maior e, se necessário, quimioterapia pós-operatória. O tratamento precoce sem metástases pode resultar numa taxa de sobrevivência de 5 anos superior a 80%. Os doentes que sofrem de gastrite atrófica crónica com erosão são aconselhados a manter uma boa atitude e uma boa alimentação e a cooperar ativamente no tratamento da doença, a fim de a ultrapassarem e prolongarem a sua vida.