Quando alguém importante para nós morre, ficamos de luto e passamos por um processo muito doloroso. Cada pessoa pode reagir de forma diferente à morte de um ente querido: algumas podem ficar chocadas, outras podem ficar de luto, outras podem sentir-se impotentes, outras podem sentir raiva ou culpa, e outras podem sentir-se sozinhas e assustadas, ou mesmo entorpecidas. A experiência do luto é um processo natural e leva tempo a ultrapassar essa experiência e, à medida que o tempo passa, as pessoas vão aceitando a morte de um ente querido. Como é que se ultrapassa a perda de um ente querido? Cuide da sua vida, alimente-se bem, descanse bem e faça exercício físico com moderação; expresse os seus sentimentos, dê vazão às suas emoções e chore quando quiser; procure apoio, fale com a sua família, amigos, colegas, vizinhos, colegas de turma, olhe para fotografias antigas e fale sobre a pessoa que faleceu; pode sentir que a sua vida não tem rumo, coloque algumas notas no frigorífico ou na porta para o lembrar do que precisa de fazer hoje Anote os números de telefone de amigos e familiares que possa contactar a qualquer momento num local bem visível, para que possa pedir ajuda quando precisar; faça algo que o relaxe, como fazer uma viagem curta, encontrar-se com um amigo para ver um filme, receber uma massagem, ler um livro, cultivar uma planta ou ter um animal de estimação que seja fácil de cuidar; evite beber demasiado álcool ou fumar demasiado; procure ajuda médica se não se sentir bem; ajude os outros se for caso disso, como por exemplo, fazendo voluntariado, comprando dinheiro a um mendigo na rua. Evite fazer grandes mudanças na sua vida (como mudar de casa ou de emprego) durante o primeiro ano de luto, pois isso ajudá-lo-á a sentir-se seguro. Como podemos ajudar alguém que perdeu um ente querido? A pessoa pode estar emocionalmente perturbada com a morte de um ente querido e precisa da compreensão e do respeito dos outros. Se a pessoa quiser chorar, não a impeça, é importante que possa exprimir as suas emoções; se ela quiser falar, ouça com paciência e atenção e tente não interromper; se possível, falem sobre a vida da pessoa em conjunto; se ela não quiser falar, podemos apoiá-la, mesmo que não falemos, não deixa de ser uma forma de apoio; escreva o seu Escreva o seu número de contacto num local bem visível e diga-lhe para lhe telefonar se precisar de ajuda; se não tiver tempo para o visitar, telefone ou envie mensagens de texto regularmente para dizer olá – mesmo que ele não responda. Quando é que é altura de chamar um psiquiatra? Se, após meses de tentativas, a sua dor não tiver diminuído; se tiver pensamentos suicidas; se a sua dor estiver a afetar seriamente a sua vida quotidiana, a escola ou o trabalho; pode procurar aconselhamento numa clínica psiquiátrica local ou numa agência de intervenção em situações de crise psicológica.