Estadiamento por TC para orientar a substituição total da anca em adultos com displasia acetabular

Investigar o estadiamento por TC da displasia da anca em adultos para orientar a operação cirúrgica de substituição total artificial da anca. [Métodos] Foram admitidos 63 doentes Crowe I com displasia acetabular com osteoartrite grave ou fratura do colo do fémur, tendo sido realizados 10 casos de dupla prótese da anca. Foram realizadas rotineiramente radiografias pré-operatórias e TC 3D para esclarecer o diagnóstico e a presença e extensão da deformidade nos lados acetabular e femoral e para realizar o estadiamento. Foram realizadas radiografias pós-operatórias e de seguimento para avaliar a posição da prótese, a existência de deslocamento, afrouxamento, fratura periprotésica e comprimento do membro. [Resultados] Num seguimento médio de 3,3 anos, não houve incisões ou infecções profundas, nem fracturas periprotésicas, nem lesões nervosas, e o score de Harris melhorou em todos os doentes de (37,9±6,9) antes da substituição para (91,2±2,8) no pós-operatório recente. Com exceção de dois casos iniciais (2,7% do total) que foram submetidos a uma revisão de segunda fase devido a luxação pós-operatória, os restantes 71 (97,3%) apresentavam uma boa integração da haste femoral e da cúpula acetabular em posição e com a correspondência óssea circundante na radiografia no seguimento a longo prazo. Dos 63 doentes, 37 membros eram desiguais no pré-operatório e 34 eram iguais no pós-operatório, com um encurtamento de <1 cm em 3 casos. [Conclusão] O novo estadiamento por TC, em doentes com displasia acetabular, permite uma melhor gestão das deformidades acetabulares e femorais proximais e orienta a seleção de uma prótese adequada para uma função pós-operatória ideal.