A febre recorrente nas infecções agudas do trato respiratório superior indica que a bactéria ou o vírus que causou a infeção do trato respiratório superior não foi controlado ou que surgiram outras complicações. Quando existe uma infeção bacteriana ou viral no corpo, a bactéria ou o vírus actua como um pirogénio exógeno, que é reconhecido pelas células imunitárias do corpo, fazendo com que estas produzam e libertem pirogénios endógenos, que actuam no centro termorregulador para aumentar a temperatura local ou sistémica do corpo. A febre pode promover a migração de células imunitárias para o local da infeção, aumentar a fagocitose das células imunitárias e, assim, eliminar os agentes patogénicos. Por conseguinte, a febre é o mecanismo de auto-proteção do organismo. Quando a infeção aguda do trato respiratório superior recorre à febre, por um lado, deve-se ao facto de os agentes patogénicos do organismo não serem completamente eliminados ou de a infeção se agravar, o que resulta na apresentação de sintomas de febre recorrentes. Devido aos diferentes tipos de febre provocados por diferentes bactérias ou vírus, alguns agentes patogénicos, como o Plasmodium, a Borrelia burgdorferi, a Spirochaete regurgitans, etc., fazem com que o organismo alterne entre períodos de febre alta e períodos sem febre, o que resulta em febre recorrente. É igualmente importante ter em conta a possibilidade de complicações, como constipações secundárias a otite média e sinusite, ou uma combinação de outras doenças que podem provocar febre, como tumores malignos e doenças do tecido conjuntivo. Em caso de febre, recomenda-se a ida atempada ao hospital para tratamento, e as pessoas com febre recorrente devem ser examinadas exaustivamente para esclarecer a causa e administrar medicação.