Nos anos 80, a incidência de diabetes na região de Hokkaido no Japão era de cerca de 5%, mas os investigadores descobriram que ninguém numa aldeia chamada Yubari tinha diabetes. Uma pesquisa científica confirmou uma correlação entre este fenómeno e o consumo de um tipo de abóbora nua na zona. As pessoas espalharam a palavra, e como resultado, nasceu a frase “a abóbora pode prevenir a diabetes”. Muitos pacientes acreditaram no rumor e desistiram da sua medicação e utilizaram a abóbora em grandes quantidades, resultando num aumento de açúcar no sangue e carotenemia devido ao elevado teor de carotenóides da abóbora. É inegável que muitos estudos confirmaram o efeito hipoglicémico dos polissacáridos da abóbora, que a pectina retarda a absorção dos hidratos de carbono após as refeições e que o crómio é necessário para a síntese da insulina, mas o poder hipoglicémico da abóbora é, afinal de contas, limitado. É apenas um alimento e não um substituto para a medicina. Estudos demonstraram que a abóbora contém entre 1-15% de açúcar e tem um índice glicémico de 75, tornando-a um alimento de rápida absorção e causando um aumento significativo do açúcar no sangue se consumida em excesso. As pessoas com diabetes precisam de manter a cabeça limpa e comer com sensatez, sem ingerir em demasia qualquer alimento, sabendo que demasiado não é suficiente.