Quando operar por ossificação heterotópica?

A ressecção cirúrgica é a única opção para a reabilitação funcional e reconstrução das articulações quando a ossificação heterotópica se formou, especialmente quando leva à disfunção ou mesmo à anquilose. A ossificação heterotópica das articulações dos membros após lesão cerebral é um fenómeno clínico comum e, após a ocorrência de ossificação heterotópica, é geralmente considerado mais adequado efetuar a ressecção cirúrgica após a maturação da ossificação heterotópica. Os critérios para determinar a maturidade da ossificação heterotópica incluem: o nível de fosfatase alcalina volta ao normal; a ossificação heterotópica está presente há 1-1,5 anos; e a radiografia mostra que o osso encapsulado fora da ossificação heterotópica é denso e claramente delineado. No entanto, é de notar que o nível de fosfatase alcalina não pode ser simplesmente considerado como um indicador conclusivo da maturidade ou não da ossificação heterotópica, mas deve basear-se numa avaliação clínica abrangente. O princípio é que, quando o estado da lesão nervosa é estável, a recuperação dos movimentos activos é boa, o nível de fosfatase alcalina é basicamente normal e a radiografia mostra limites claros da ossificação heterotópica, esta deve ser removida o mais rapidamente possível. Estudos clínicos revelaram que diferentes tipos de lesões requerem tempos diferentes para estabilizar, sendo que as lesões cerebrais traumáticas demoram maioritariamente 16 meses após a lesão.