Uma função hepática elevada de alanina aminotransferase não significa necessariamente que tenha uma doença hepática. Factores não relacionados com a doença, como ficar acordado até tarde ou beber muito álcool, também podem contribuir para este resultado. A prova de função hepática, alanina aminotransferase, é um indicador sensível de lesão hepática e é utilizada clinicamente para o diagnóstico de doença hepática. Muitas doenças hepáticas podem causar uma alanina aminotransferase elevada, como a hepatite B, a hepatite A, a hepatite associada a drogas, a cirrose ativa, o abcesso hepático, o fígado gordo, a colecistite e o cancro do fígado. A hepatite crónica, o fígado gordo, a cirrose e o carcinoma hepatocelular não causam um grande aumento da alanina aminotransferase, estando geralmente ligeiramente elevados ou dentro dos valores normais. Se os valores séricos da alanina aminotransferase excederem o limite superior do normal em 2 a 3 vezes e persistirem durante mais de duas semanas, isso indica a possibilidade de doença hepatobiliar. No entanto, devem ser excluídos danos no fígado provocados por noitadas tardias, alcoolismo, intoxicação por drogas ou hepatite tóxica provocada por exposição a produtos químicos, uma vez que estes factores também podem levar a uma alanina aminotransferase elevada. Se um doente tiver uma alanina aminotransferase elevada, é importante fazer um diagnóstico exaustivo com base nos exames relevantes, na história clínica, nos sintomas e sinais, etc. Recomenda-se a consulta de um gastroenterologista (ou cirurgião geral) para uma explicação profissional e pormenorizada.